Um estádio inglês é realmente algo muito chique... todas as cadeiras são numeradas, a lanchonete e o banheiro são de primeira, fora o próprio visual do estádio em si, que já é um show a parte. Porém algo que não muda muito é o entusiasmo dos torcedores, que lotaram o estádio com mais de 60.000 pessoas; todas gritando, xingando, cantando o lema e aplaudindo os melhores lances da partida.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Arsenal!
Ontem assisti pela segunda vez um jogo de futebol aqui na Inglaterra. Dessa vez porém, o Arsenal, time de toda família do meu namorado, estava jogando. O placar final foi Arsenal 3 x 0 no outro time, um placar que foi muito bem merecido, já que o outro time mal tocou na bola durante esse tempo.
Um estádio inglês é realmente algo muito chique... todas as cadeiras são numeradas, a lanchonete e o banheiro são de primeira, fora o próprio visual do estádio em si, que já é um show a parte. Porém algo que não muda muito é o entusiasmo dos torcedores, que lotaram o estádio com mais de 60.000 pessoas; todas gritando, xingando, cantando o lema e aplaudindo os melhores lances da partida.
Um estádio inglês é realmente algo muito chique... todas as cadeiras são numeradas, a lanchonete e o banheiro são de primeira, fora o próprio visual do estádio em si, que já é um show a parte. Porém algo que não muda muito é o entusiasmo dos torcedores, que lotaram o estádio com mais de 60.000 pessoas; todas gritando, xingando, cantando o lema e aplaudindo os melhores lances da partida.
I wish you a Merry Christmas...
Demorei, mas estou postando algumas fotos de Natal. Diferente do Brasil, aqui na Inglaterra não comemora-se o Natal na noite do dia 24 para o dia 25, e sim, no almoço de Natal no dia 25. No dia 24, geralmente os jovens ingleses passam num pub ou num barzinho, e não junto com a família como é nossa tradição. Curiosamente, eles também chamam esse almoço de Christmas Diner, o que achei meio estranho, já que nós almoçamos nesse horário.
Antes de começar a comer a refeição, estouram-se os crackers (já mencionados no meu post sobre o casamento), e daí inicia-se a ceia, digo, o jantar/ almoço de Natal. A sobremesa mais tradicional nesse dia aqui na Inglaterra é um doce chamado Christmas Pudim, que é meio que uma mistura de panetone com bolo de chocolate. Eles colocam um pouco de champagne no pudim e tacam fogo no bicho. Depois que ele fica completamente tostado, eles comem. Eu gostei... combina muito com um creme branco, que foi me servido... (me lembrou creme de leite, mas ao mesmo tempo era diferente).
O dia depois do Natal (26/12) também tem um nome aqui na Inglaterra: Chama-se Boxing Day. Ainda não descobri direito o que eles fazem nesse dia, a não ser ficar naquela meia ressaca pós-natalina que a gente também fica.
Aaaw... só uma coisinha: Ganhei de Natal o pingente que a Arwen entrega pro Aragorn!! ^_^X coisa mais nerd impossível, né? (Coisas de Senhor dos Aneis... rs)
sábado, 26 de dezembro de 2009
Roupas, roupas e mais roupas
Uma coisa que eu acho muito irritante desse inverno rigoroso é ter que toda hora ficar colocando roupas e mais roupas para conseguir me manter aquecida. Sério meu, é totalmente annoying!
Dentro de casa, ou em lugares públicos como lojas ou restaurantes, o ambiente é aquecido por um aparelho (ou vários aparelhos..) chamado heating, que é a lareira moderna. Ou seja, dentro de casa é tão quente quanto é aí no Brasil. O problema, é ter que ficar colocando e tirando a roupa toda hora, abotoando e desabotoando zipers e casacos, mil gorros e luvas a cada 15 minutos!
Você sai de casa coberto de casacos, entra no metro, aquilo tá um forno e tira os casacos; sai do metro e coloca os casacos; entra num restaurante e tira os casacos; e assim por diante. Ainda não me acostumei com isso... e sinceramente, acho que não vou me acostumar tão cedo com esse tira e põe desses lugares realmente colds.
Dentro de casa, ou em lugares públicos como lojas ou restaurantes, o ambiente é aquecido por um aparelho (ou vários aparelhos..) chamado heating, que é a lareira moderna. Ou seja, dentro de casa é tão quente quanto é aí no Brasil. O problema, é ter que ficar colocando e tirando a roupa toda hora, abotoando e desabotoando zipers e casacos, mil gorros e luvas a cada 15 minutos!
Você sai de casa coberto de casacos, entra no metro, aquilo tá um forno e tira os casacos; sai do metro e coloca os casacos; entra num restaurante e tira os casacos; e assim por diante. Ainda não me acostumei com isso... e sinceramente, acho que não vou me acostumar tão cedo com esse tira e põe desses lugares realmente colds.
Boneco de Neve
Comecei a fazer meu boneco de modo bem simples com o Kris, com as mãos. Mas aí eis que surge o super Ken, pai do Kris, com uma super vassoura gigante e caixas e nos ensina como a fazer um super giagante e obeso boneco de neve. Usamos o cachecol que a minha avó vez pra mim e um chapeu de neve que comprei na Premark para vesti-lo. Gostei do resultado... e vcs?
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Casamento Inglês
Acordamos cedo, nos vestimos e fomos de carro até a cidade da cerimônia. Uma vilazinha muito fofa perto de Surrey (HP!!!). O casamento se deu num hotel, e a cerimônia foi realizada apenas no civil. Uma das coisas que eu nunca tinha visto é receber um cronograma da cerimônia assim que entramos, com o horário de todas as atividades (programação que ia do 12h até as 20h) e poemas que o melhor amigo do noivo e a melhor amiga da noiva leram no casamento. Aqui eles não tem padrinhos de casamento, tem apenas o melhor amigo do noivo e a melhor amiga da noiva, que são figuras de destaque na festa.
Outra coisa é a quantidade de gente tirando fotos. Nunca vi tanta gente pegando maquinas fotográficas para ficar tirando fotos dos noivos desse jeito. Alias, fiquei passada quando me informaram que eu teria que sair no quentinho do hotel e ir lá fora no meio da neve para ficar tirando fotos dos noivos. Mais passada ainda fiquei ao ver aquelas inglesas sem casaco, com vestidinho verão e salto agulha no meio da neve. Cara, elas são malucas!
Passados uns gélidos 20 minutos (e olha que eu estava usando 3 meias finas –
Na geladeira, digo, lá fora, Jogam-se o bouquet, papel picado nos noivos – nada de arroz por aqui... – e vamos todos para a recepção. Os noivos aguardavam na entrada do restaurante e cumprimentavam a todos e apontavam o nome da mesa que cada um deveria ficar – alias, o nome dessas mesas eram todos nomes das renas do papai Noel – Minha mesa era a Cupid. Dentro das mesas nossos nomes estavam escritos num pinheirinho lugar que deveríamos sentar. Em cada mesa havia uma árvore de Natal, e um cracker para cada convidado. Esses cracker são uma tradição natalina inglesa que eu nunca tinha visto... são bombinhas que você puxa, e todos ganham um chapéu engraçado, e alguns ganham outro brinquedo. Muito divertido.
Após a entrada, hora do brinde e dos discursos do pai da noiva, do noivo, do pai do noiv
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Registro na Polícia
Quando você tem um visto que te permite ficar no Reino Unido por mais de 6 meses, você tem que se registrar na polícia. Esse procedimento é muito fácil – ou pelo menos foi fácil para mim. Bata levar o passaporte, a carta da escola e o seu endereço no UK anotado para fazer o registro. Você paga 34 £ (uns 80 reais) por isso, e se perder o registro tem que pagar de novo. Cada vez que se muda de endereço aqui, ou renova-se o visto ou qualquer coisa do gênero, tem que avisar a policia e levar esse primeiro registro junto. É como se fosse a identidade de estrangeiros no Reino Unido.
O policeman que fez meu registro foi muito simpático. Ele tinha um coelinho na escrivaninha dizendo 34£ please! Muito fofo... no final ele tava pegando o guia de Londres e me mostrando onde eram os principais pontos turísticos (que eu claro, já conhecia todos...), e me escrevendo o nome de uma boa marca de luvas atrás da carta da minha escola..

Aiai eu mereço! Outro policeman pra lista dos simpáticos. É... pelo visto eles não são tão scares como dizem... hehe.Quando você tem um visto que te permite ficar no Reino Unido por mais de 6 meses, você tem que se registrar na polícia. Esse procedimento é muito fácil – ou pelo menos foi fácil para mim. Bata levar o passaporte, a carta da escola e o seu endereço no UK anotado para fazer o registro. Você paga 34 £ (uns 80 reais) por isso, e se perder o registro tem que pagar de novo. Cada vez que se muda de endereço aqui, ou renova-se o visto ou qualquer coisa do gênero, tem que avisar a policia e levar esse primeiro registro junto. É como se fosse a identidade de estrangeiros no Reino Unido.
O policeman que fez meu registro foi muito simpático. Ele tinha um coelinho na escrivaninha dizendo 34£ please! Muito fofo... no final ele tava pegando o guia de Londres e me mostrando onde eram os principais pontos turísticos (que eu claro, já conhecia todos...), e me escrevendo o nome de uma boa marca de luvas atrás da carta da minha escola..
Aiai eu mereço! Outro policeman pra lista dos simpáticos. É... pelo visto eles não são tão scares como dizem... hehe.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Neve
Shopping na terra da rainha! Premark!
No dia seguinte depois que eu cheguei fui fazer compras. A escalada para me orientar nessa complicada tarefa foi Katie, a sobrinha do meu namorado. Fomos até o lugar mais barato para se comprar roupas novas em toda Brethania, a loja chamada Premark. Uma loja cheia de artigos do vestuário feminino. Uma mistura de Marisa com Brás. Fiz ótimas aquisições lá: Uma Bota própria para neve por 15 reais, dois casacos gigantes por 30 reais cada, um chapeuzinho próprio para neve por 15 reais, meias para frio por 10 reais, e luvas próprias para neve por 10 reais. É.. gostei das minhas compras, e vocês?
Bye bye Brasil, ou... Hello England!
3 Big malas prontas, devidamente pesadas para pagar apenas um excesso de peso. Taxi na espera; Vó, mãe e irmão todos devidamente a postos para me despachar no aeroporto. Nos ajeitamos no taxi sem muito problema... apesar do transitozinho para sair de São Paulo chegamos pontualmente na hora solicitada pela Iberia, minha compania aérea. Alias, apesar disso, a fila para fazer o check in já está imensa!!!
Entramos na fila e esperamos (eu, minha mãe, minha vó, meu irmão e as 3 big malas). Chega a nossa vez... a mocinha pede meu código de reserva e passaport: “Você não tem passagem de volta?”, “Não..” respondo tranquilamente... sei que em teoria precisaria ter uma passagem de volta para viajar para qualquer país da Europa... porém consegui essa ida praticamente de graça através de um programa de milhagens, e não há passagens de retorno a venda na data que meu curso termina. O que eu deveria fazer? Comprar uma passagem que nunca vou utilizar???? Affff...
“Sem passagem de volta a senhora não viaja.” Gelei. “Como assim??” “Você não pode viajar sem passagem de volta.” Ok. Eu já tinha minha resposta pronta para essa pergunta.. tanto para o Brasil, como para as frias terras inglesas, tanto qual para a Espanha igualmente gélida no momento. “Pretendo voltar com um cruzeiro.” “Você teria como me mostrar algo que comprove a compra da passagem no cruzeiro?”, “Ainda não está a venda.. eles só começam a vender em janeiro..” “Então a senhora não pode embarcar.” Me irrito. “Como assim não posso embarcar? Vou fazer um curso. Tenho visto. Olha meu passaporte!” Ela olha, cala a boca e faz o check in... e eu sorrio vitoriosa. Primeira parte da missão cumprida =).
Entre lágrimas e soluços digo tchau a minha mãe, vó e irmão. Entro e percebo que cheguei cedo demais. Muita pouca gente está lá esperando o meu avião também. Para passar o tempo, meu namorado me liga... ligo para meus familiares, converso com a moça do meu lado... até que meu avião fica pronto... e finalmente, eu embarco.
Ao ver meu acento, descubro que é janela, porém ao lado de um senhorzinho que não fala uma palavra de português nem inglês. É italiano. Ele gesticula meio estranho, como se procurasse algo no avião, até q diz tchau e senta-se em uma poltrona que não tem ninguém do seu lado. Ótimo! Vou viajar sozinha, posso me deitar!
Achei o atendimento da Iberia razoavelmente bom, embora eu ainda prefira o da British. Talvez seja porque o avião que eu viajei seja um tanto quanto velho... e não tinha aquelas televisõezinhas particulares que eu acho o máximo. O prato quente foi macarrão ao molho branco... é, meu irmão ia gostar.
Chego na Espanha, me avisam que não preciso passar pela imigração espanhola. Maravilha! Me mandam esperar num lugar totalmente deserto. Acho muito suspeito e vou a outro balcão de informações e a mocinha me manda esperar no mesmo lugar deserto. Acho MUITO suspeito mas espero, já que não tenho outro lugar para ir mesmo. Enfim chega uma jovem para me fazer Companhia. Ela é brasileira e veio no mesmo vôo da Iberia que eu, e estava fazendo a mesma conexão também. Estava indo para Inglaterra para visitar a mãe que mora lá já faz alguns anos. Logo chega um ônibus para levar apenas nós duas até o avião (MUITO BIZARRO!). Chegando lá, vemos que todos os passageiros já estão sentados e que podemos escolher nossos acentos.
Perfeito. Sentamos, e nos damos conta que estamos mortas de fome. Esperamos ansiosamente por algum tipo de café da manhã. Eis que ele surge com uma surpresa: É pago! Sim, senhoras e senhores, o lanche desse café é opcional e é pago. Minha companheira de viagem decide gastar uns 24 reais numa coca e batata ruffles. Resisto bravamente. Não quero gastar um absurdo num lanche meia boca sabendo que em poucos instantes um almoço digno me aguarda.
O avião aterrisou, saímos correndo para passar pela imigração inglesa. Felizmente (ou infelizmente) a fila da imigração para visitantes não europeus está completamente deserta. Somos atendidas prontamente. A mulher da imigração pede para ver a carta da minha escola. Mostro, e ela manda eu passar pelo controle de saúde. Esse controle consiste em uma mulher preencher uma ficha colocando os dados dos meus endereços no Brasil e na Inglaterra. Terminado isso, passo por mais um cara da imigração que diz que tenho 7 dias para me registrar na policia. Ótimo! Saio da imigração feliz da vida, pois passei por eles sem ao menos me perguntarem onde estava minha passagem de volta, ou onde eu iria ficar! Mara!
Minhas malas já estão todas organizadinhas uma do lado da outra. Empilho elas num carrinho e saio feliz da vida... porém... havia um policeman no meio do caminho... no meio do caminho, havia um policeman. Simpático. Também, fui bastante simpática com ele. Ele resolveu abrir minhas três malas. Sim, senhoras e senhores, as três big fat malas, no meio do aeroporto. Affff. Antes ele me perguntou se eu estava trazendo bebidas ou cigarros. Não estava. Depois perguntou se eu estava trazendo comida. Bem, não ia mentir, né? Eu estava. Então ele me pergunta se eu estava trazendo alguma carne. Não estava. Queijo? Não estava. Algum derivado de leite. Hmmm eu estava trazendo leite, porém, me fiz de desentendida e disse que não estava trazendo nenhum leite, e que não sabia o que a palavra derivated – derivado, significava.
Alias, essa é uma ótima dica para qualquer brasileiro viajando para o exterior. Se você perceber que estão te fazendo perguntas que possam te incriminar, simplismente não entenda as perguntas. Afinal, qualquer Yes or No que você disser, poderá ser usado contra você depois.Ele achou o doce de leite, perguntou o que era, eu disse que era apenas um doce e ele deixou ficar. Acho que ele sacou que leite era Milk... porém eu tava sendo tão simpática e engraçada que ele deixou eu ficar com meu docinho inocente. Do you have jeitinho? Yes, we do! No final, percebi que a Brasileira que viajou comigo também teve as malas devidamente revistadas. Porém, ela estava levando lingüiça, carne, que é o top das coisas proibidas por aqui... então deram um aviso pra ela com tudo que era proibido, e disseram que se ela trouxesse qualquer coisa daquela lista novamente, pode pegar até 7 anos de prisão na Inglaterra. Um pouco drástico demais para uma simples lingüiça, não acham?
Entramos na fila e esperamos (eu, minha mãe, minha vó, meu irmão e as 3 big malas). Chega a nossa vez... a mocinha pede meu código de reserva e passaport: “Você não tem passagem de volta?”, “Não..” respondo tranquilamente... sei que em teoria precisaria ter uma passagem de volta para viajar para qualquer país da Europa... porém consegui essa ida praticamente de graça através de um programa de milhagens, e não há passagens de retorno a venda na data que meu curso termina. O que eu deveria fazer? Comprar uma passagem que nunca vou utilizar???? Affff...
“Sem passagem de volta a senhora não viaja.” Gelei. “Como assim??” “Você não pode viajar sem passagem de volta.” Ok. Eu já tinha minha resposta pronta para essa pergunta.. tanto para o Brasil, como para as frias terras inglesas, tanto qual para a Espanha igualmente gélida no momento. “Pretendo voltar com um cruzeiro.” “Você teria como me mostrar algo que comprove a compra da passagem no cruzeiro?”, “Ainda não está a venda.. eles só começam a vender em janeiro..” “Então a senhora não pode embarcar.” Me irrito. “Como assim não posso embarcar? Vou fazer um curso. Tenho visto. Olha meu passaporte!” Ela olha, cala a boca e faz o check in... e eu sorrio vitoriosa. Primeira parte da missão cumprida =).
Entre lágrimas e soluços digo tchau a minha mãe, vó e irmão. Entro e percebo que cheguei cedo demais. Muita pouca gente está lá esperando o meu avião também. Para passar o tempo, meu namorado me liga... ligo para meus familiares, converso com a moça do meu lado... até que meu avião fica pronto... e finalmente, eu embarco.
Ao ver meu acento, descubro que é janela, porém ao lado de um senhorzinho que não fala uma palavra de português nem inglês. É italiano. Ele gesticula meio estranho, como se procurasse algo no avião, até q diz tchau e senta-se em uma poltrona que não tem ninguém do seu lado. Ótimo! Vou viajar sozinha, posso me deitar!
Achei o atendimento da Iberia razoavelmente bom, embora eu ainda prefira o da British. Talvez seja porque o avião que eu viajei seja um tanto quanto velho... e não tinha aquelas televisõezinhas particulares que eu acho o máximo. O prato quente foi macarrão ao molho branco... é, meu irmão ia gostar.
Chego na Espanha, me avisam que não preciso passar pela imigração espanhola. Maravilha! Me mandam esperar num lugar totalmente deserto. Acho muito suspeito e vou a outro balcão de informações e a mocinha me manda esperar no mesmo lugar deserto. Acho MUITO suspeito mas espero, já que não tenho outro lugar para ir mesmo. Enfim chega uma jovem para me fazer Companhia. Ela é brasileira e veio no mesmo vôo da Iberia que eu, e estava fazendo a mesma conexão também. Estava indo para Inglaterra para visitar a mãe que mora lá já faz alguns anos. Logo chega um ônibus para levar apenas nós duas até o avião (MUITO BIZARRO!). Chegando lá, vemos que todos os passageiros já estão sentados e que podemos escolher nossos acentos.
Perfeito. Sentamos, e nos damos conta que estamos mortas de fome. Esperamos ansiosamente por algum tipo de café da manhã. Eis que ele surge com uma surpresa: É pago! Sim, senhoras e senhores, o lanche desse café é opcional e é pago. Minha companheira de viagem decide gastar uns 24 reais numa coca e batata ruffles. Resisto bravamente. Não quero gastar um absurdo num lanche meia boca sabendo que em poucos instantes um almoço digno me aguarda.
O avião aterrisou, saímos correndo para passar pela imigração inglesa. Felizmente (ou infelizmente) a fila da imigração para visitantes não europeus está completamente deserta. Somos atendidas prontamente. A mulher da imigração pede para ver a carta da minha escola. Mostro, e ela manda eu passar pelo controle de saúde. Esse controle consiste em uma mulher preencher uma ficha colocando os dados dos meus endereços no Brasil e na Inglaterra. Terminado isso, passo por mais um cara da imigração que diz que tenho 7 dias para me registrar na policia. Ótimo! Saio da imigração feliz da vida, pois passei por eles sem ao menos me perguntarem onde estava minha passagem de volta, ou onde eu iria ficar! Mara!
Minhas malas já estão todas organizadinhas uma do lado da outra. Empilho elas num carrinho e saio feliz da vida... porém... havia um policeman no meio do caminho... no meio do caminho, havia um policeman. Simpático. Também, fui bastante simpática com ele. Ele resolveu abrir minhas três malas. Sim, senhoras e senhores, as três big fat malas, no meio do aeroporto. Affff. Antes ele me perguntou se eu estava trazendo bebidas ou cigarros. Não estava. Depois perguntou se eu estava trazendo comida. Bem, não ia mentir, né? Eu estava. Então ele me pergunta se eu estava trazendo alguma carne. Não estava. Queijo? Não estava. Algum derivado de leite. Hmmm eu estava trazendo leite, porém, me fiz de desentendida e disse que não estava trazendo nenhum leite, e que não sabia o que a palavra derivated – derivado, significava.
Alias, essa é uma ótima dica para qualquer brasileiro viajando para o exterior. Se você perceber que estão te fazendo perguntas que possam te incriminar, simplismente não entenda as perguntas. Afinal, qualquer Yes or No que você disser, poderá ser usado contra você depois.Ele achou o doce de leite, perguntou o que era, eu disse que era apenas um doce e ele deixou ficar. Acho que ele sacou que leite era Milk... porém eu tava sendo tão simpática e engraçada que ele deixou eu ficar com meu docinho inocente. Do you have jeitinho? Yes, we do! No final, percebi que a Brasileira que viajou comigo também teve as malas devidamente revistadas. Porém, ela estava levando lingüiça, carne, que é o top das coisas proibidas por aqui... então deram um aviso pra ela com tudo que era proibido, e disseram que se ela trouxesse qualquer coisa daquela lista novamente, pode pegar até 7 anos de prisão na Inglaterra. Um pouco drástico demais para uma simples lingüiça, não acham?
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