quinta-feira, 29 de julho de 2010

Lisboa












Na sexta nós finalmente fomos para Lisboa. Como Kris nunca havia ido na capital portuguesa também, resolvemos ir com uma companhia de turismo que tinha um preço bem competitivo (para se ter uma idéia, era mais barato viagem com eles do que pegar um ônibus na rodoviária).

O problema, é que você leva aquilo que você paga, e o nosso simpático guia demonstrou isso. Meu, cara completamente sem nossão! Primeiro por que ele parecia não falar nenhuma língua falada por humanos (o inglês dele fazia com que eu me sentisse uma verdadeira Shakespeare! E pela cara dos outros passageiros, o alemão e o francês dele era igualmente deplorável), até mesmo o português dele era bizarro (tipo, entender o sotaque português geralmente requer uma certa concentração, mas entender aquele cara requeria quase um milagre!)

Além disso o cara falava cada coisa... parecia que ele estava bêbado! Uma hora que passaram pelo pedágio e o cartão deu problema para passar ele começou a falar mal do sistema de transporte português num portuenglês só inteligível para aqueles que falam ambas as línguas. Em outros momentos ele começou a criticar o governo português, a filosofar sobre política- o partido socialista é o melhor segundo ele... – e a criticar o governo dos outros países por enviarem soldados para o Iraque, como se os passageiros tivessem alguma culpa por isso – Make peace, not war – foi o que ele disse. Meu, alguém me diz o que turistas tem haver com isso? Quem se importa com as opiniões de bêbado desse cara?

Tirando isso, o passeio foi ótimo! Paramos em três lugares, num lugar chamado Torre de Belém, mosteiro de – onde vimos os restos mortais de Vasco da Gama e Camões. Depois paramos numa praça para 3h30 livres para andar pela cidade.

Almoçamos num restaurante português – nunca peça feijoada em Portugal – Seguindo a dica que a Marcela havia me dado pelo MSN no dia anterior, fomos para as ruínas do Castelo de São João, onde pudemos ter uma vista maravilhosa da cidade. Só isso fez com que o passeio valesse a pena.

Minha impressão sobre Lisboa, após visitar outras cidades da Europa é que ela parece muitooo com Salvador. A arquitetura e a estrutura da cidade seria uma mescla de Rio, Salvador e São Paulo. Você até sente aquele medinho típico de ser assaltado ao andar pelas ruas do centro – sentimento que é ausente em Londres, París e outras cidades européias.

Portugal não te dá aquela impressão de ‘primeiro mundo’, que você tem nas outras cidades que visitei... ruas descuidadas, vandalismo, monumentos pixados, coisas essas que pelo visto herdamos dos queridos amigos lusitanos.

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